Sobre o projeto
O GT-MV visa oferecer aos usuários da RNP um conjunto de ferramentas para construção e manutenção de museus virtuais. Um dos principais objetivos deste projeto é garantir que estas ferramentas sejam de fácil utilização. Alem disso, as ferramentas aqui propostas são executadas diretamente de navegadores da internet e estão integradas com o banco de dados do sistema.
Através deste serviço, todas as instituições interessadas na construção de versões virtuais de museus poderão solicitar o acesso ao conjunto de ferramentas do GT-MV. Será disponibilizado a um usuário, chamado aqui de curador do museu virtual, uma conta e uma aplicação cliente (versão do curador) que permitirá ao mesmo construir o museu e submetê-lo ao fornecedor do serviço. O fornecedor do serviço deverá manter o mesmo em um servidor dedicado a esta tarefa. Um endereço ficará disponível em um portal onde este museu poderá ser acessado posteriormente por qualquer visitante.
Os visitantes de um museu virtual construído com as ferramentas do GT-MV navegam pelo mesmo utilizando um avatar animado. Essa representação virtual do visitante permite que ele seja visualizado pelas demais pessoas que estão visitando o museu ao mesmo tempo. Todos os visitantes do algum desses museus também podem conversar através de uma ferramenta de chat (bate-papo) que está acoplada à interface gráfica da versão do visitante.
O ambiente multiusuário disponibilizado aos visitantes dos museus construídos pelo aplicativo do GT-MV é um dos grandes diferenciais entre esse aplicativo e outros aplicativos de museus virtuais. Os demais aplicativos não permitem essa interação entre os visitantes. Outro diferencial do aplicativo GT-MV é a sua facilidade de uso que não requer do curador conhecimento técnico para utilizar as ferramentas disponíveis. Integrado ao serviço do GT-MV, existe também um conjunto de módulos de software que permitem a integração das ferramentas do mesmo com dispositivos robóticos.
O serviço será útil para toda a comunidade que atua de algum modo em centros de preservação da cultura, não só museus como também outros tipos de acervos culturais poderão ser inseridos na versão virtual daquele centro cultural. Assim, o produto desta segunda fase do grupo de trabalho de Museus Virtuais já é uma inovação para toda a comunidade artística e cultural (incluindo diretores de museus, curadores, Universidades, artistas etc) que poderá, de forma irrestrita, expor suas obras de arte na Internet.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN - www.iphan.gov.br), um museu é uma instituição permanente, aberta ao público, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, que adquire, conserva, pesquisa, expõe e divulga as evidências materiais e os bens representativos do homem e da natureza, com a finalidade de promover o conhecimento, a educação e o lazer. Pode-se notar então que a exposição através de um portal virtual, pela Internet, pode ajudar a melhorar em muito nossa identidade cultural, uma vez que muito mais pessoas poderiam estar acessando o acervo. Sem contar que, no Brasil existem mais de 2.100 instituições museológicas que apresentam uma grande diversidade: sendo museus de caráter nacional, regional e comunitário, públicos e particulares, históricos, artísticos, antropológicos e etnográficos, científicos, tecnológicos, e com museus, museus de tudo e de todos. Há cerca de 250 mil bens em mais de 40 museus que são protegidos e geridos diretamente pelo IPHAN. Não só esses 40, mas todos os mais de 2100 museus catalogados pelo IPHAN e seus usuários certamente se beneficiarão do serviço que está sendo implementado, podendo, por exemplo, manter uma história de suas exposições, planejar a melhor configuração para uma futura exposição usando a versão virtual, planejando quais os melhores caminhos a serem seguidos pelos usuários reais e virtuais, entre as facilidades providas pelo serviço que está sendo oferecido.
Convém também ressaltar que museus também são destinados a ensino e pesquisa em várias áreas. Por exemplo, o Museu de Fisiologia da UFRN foi recentemente criado, com exposição de partes do corpo humano e de animais conservadas. Pensemos numa versão virtual deste museu. Certamente a comunidade de estudantes e científica de várias áreas (antropologia, geologia, biologia, arqueologia etc) também estará se beneficiando diretamente com suas versões, podendo trocar idéias sobre determinadas assuntos pela Internet, uma vez que tenham as versões virtuais de seus museus implementadas, podendo relembrar uma visita realizada, entre outras utilidades. Ou seja, estamos propondo algo que pode se tornar uma forma irrestrita de acesso virtual a todos os materiais presentes em acervos históricos, artísticos, culturais, e também acadêmicos e de pesquisa, sejam de qualquer área.
Convém ressaltar que a maneira que estamos implementando, usando técnicas avançadas de Computação Gráfica, Modelagem 3D e de Realidade Virtual, entre outras, permitem ao usuário, neste momento, uma semi-inserção (através de uma visualização 3D no monitor do computador). Baseado nesta implementação, para futuras versões, pode-se pensar em uma maneira mais realística de inserção (usando óculos 3D por exemplo), sem necessidade de modificação da atual base de dados ou da modelagem. Tudo está sendo planejado para que a ferramenta seja desenvolvida e aceita pela comunidade de forma incremental, primeiramente em sua versão de Realidade Mista (desktop ou PC) e posteriormente usando outras formas de exibição e inserção.
Convém ressaltar que não encontramos outros sistemas similares no mundo, dedicados a museus virtuais, sendo portanto o produto oferecido uma inovação não só no Brasil, mas que pode ser utilizado amplamente por usuários (curadores) do mundo todo. De fato, tivemos contatos do Chile e do Peru no Workshop da RNP realizado no Rio de Janeiro, externando a importância do serviço não só aos usuários brasileiros, mas também a todos da América Latina. Incluiremos esses contatos em nosso conjunto de testes.
